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Philip Kotler
é o mais conhecido guru do marketing do mundo. Os seus livros
já venderam mais de três
milhões de cópias em todo o globo, encontrando-se
traduzidos em vinte línguas. A sua obra resulta num
guia essencial para técnicos e estudantes de marketing. Philip
Kotler é professor de Marketing
Internacional na J.L. Kellogs Graduate School of Management, Northwestern
University, considerada
várias vezes pela Business Week's uma das melhores escolas
do ensino de marketing, o que em muito
se deve à ação de Kotler. Já recebeu
vários prémios de vulto internacional, entre os quais
o 'Excellence
from the European Association of Marketing Consultants and Sales
Trainers'. Foi também consultor de
várias empresas (IBM, Merck e AT&T). É o autor
das obras «Marketing Management», uma das mais
importantes e lidas obras no domínio do Marketing, «The
New Competition», «Marketing Models», «High
Visibility», «Social Marketing», «The Marketing
of Nations», «Principles of Marketing», entre
outras. Tem
dado conferências em muitos países do mundo, inclusive
no Brasil. Segue, abaixo, sua opinião sobre um
dos temas mais polêmicos da atualidade: globalização.
“O termo globalização tem dois significados:
no lado da demanda, sugere o aumento do número de
estilos de vida globais e maiores expectativas a respeito de qualidade,
serviço e valor. No lado da oferta,
significa que cada vez mais companhias concorrerão em cada
mercado, visto que está ocorrendo uma
grande liberalização. A principal implicação
é que as empresas precisam perder gorduras, ajustar o foco
em seu mercado e deixar de depender de protecionismo. As empresas
inteligentes se concentrarão em
produtos ou nichos de mercado, contratarão terceiros para
o fornecimento de materiais, que poderão ser
obtidos em melhores condições fora da empresa, e formarão
alianças que ultrapassem fronteiras
nacionais.
Gosto de pensar que todos os mercados são locais e quem melhor
conhece esses mercados são os
gerentes locais. Se seus salários dependem em parte do comportamento
dos lucros no mercado local,
eles saberão o que deve ser feito no mercado local. No entanto,
esse fato é frustrante para os gerentes
de produtos encastelados na matriz, que estão convencidos
de que seus produtos merecem mais
atenção no mercado local do que a que está
sendo dispensada. Por outro lado, os gerentes locais nem
sempre vêem o contexto mais amplo que norteia os planos mundiais
para o produto. As empresas
sempre precisarão enfrentar essa dicotomia entre a extensão
do poder a ser dado aos gerentes locais e
aos gerentes mundiais de produto.”
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