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David
Ogilvy é considerado um dos cinco gigantes que desenvolveram
o mercado da comunicação após a década
de 1920, ao lado de Raymond Rubicam, Leo Burnett, William Bernbach
e Ted Bates.
Em 1948, David Ogilvy fundou a agência que hoje é conhecida
como Ogilvy & Mather. Começando sem um único cliente
e com apenas dois funcionários, transformou a empresa numa
das seis maiores networks da publicidade mundial. Atualmente, a
Ogilvy&Mather possui 359 escritórios em 100 países.
Talvez mais do que qualquer outra agência, a Ogilvy &
Mather desenvolveu-se ao longo dos anos baseando-se em princípios
que refletem as visões de seu fundador. David definiu esses
princípios no início da sua carreira e nunca mais
se afastou deles.
David Ogilvy foi um excepcional copywriter, pessoalmente responsável
por algumas das melhores e mais eficazes campanhas publicitárias
da História. Entre elas destacam-se “O homem da camisa
Hathaway”, a série de anúncios para a Schweppes
apresentando o “Comandante Whitehead”, as peças
criadas para o sabonete Dove e para a cerveja Guinness.
Foi autor de um memorável anúncio para a Rolls Royce,
que trazia talvez o melhor título já escrito para
a
publicidade de automóveis: “A 60 milhas por hora, o
ruído mais alto do novo Rolls-Royce vem do relógio
elétrico”.
O seu primeiro livro, "Confissões de um Publicitário”,
publicado em 1963, tornou-se o maior best-seller já feito
sobre publicidade. Em 1973, David publicou uma autobiografia, “Sangue,
Cérebro e Cerveja”. E, dez anos depois, “Ogilvy
on Advertising” ampliou as suas opiniões sobre a publicidade.
David Mackenzie Ogilvy nasceu em West Horsley, Inglaterra, no dia
23 de Junho de 1911. Freqüentou o Colégio de Fettes,
em Edimburgo, e Christ Church, em Oxford. Não se graduou
em Oxford, conforme confessou anos mais tarde, porque foi expulso.
Foi essa a grande falha da sua vida: ”Pensava que iria tornar-me
uma estrela em Oxford. E, pelo contrário, fui expulso de
lá. Simplesmente não passei nos exames”. Depois
de Oxford foi para Paris, onde trabalhou na famosa cozinha do Hotel
Majestic. Monsieur Pitard, o “chef de cuisine”, causou-lhe
forte impressão e ajudou-o a formar as suas teorias de administração.
Quando regressou a Inglaterra, trabalhou como vendedor porta-a-porta
dos fogões Aga. Em 1935, escreveu um guia para os vendedores
da Aga que foi posteriormente classificado pela revista Fortune
como “provavelmente o melhor manual de vendas já escrito”.
Nesse guia, o jovem autor de apenas 24 anos fornecia alguns conselhos
que viriam a eternizar-se: “Quanto mais potenciais clientes
visitar, mais oportunidades de venda surgirão e, conseqüentemente,
mais pedidos irá conseguir. Mas nunca confunda o volume de
vendas com a qualidade da venda”.
Emigrando para os Estados Unidos em 1938, torna-se diretor associado
do Instituto de Pesquisa e Audiência George Gallup, em Princeton.
David Ogilvy cita Gallup como tendo exercido uma das maiores influências
no seu modo de pensar. Os métodos de pesquisa rigorosos e
a devoção de Gallup pela realidade tornaram-se características
marcantes nas ideias de David.
Durante a II Guerra Mundial, trabalhou para a Coordenação
de Segurança Britânica, servindo como segundo secretário
na Embaixada Britânica em Washington. David Ogilvy reportava
a Sir William Stephenson, com quem aprendeu nomeadamente a arte
de comunicar através de notas concisas, curtas, extremamente
objetivas. Memorandos para Sir William eram rapidamente devolvidos
ao remetente com uma das seguintes três palavras, escritas
à mão, no alto da página: “SIM”,
“NÃO” ou “FALAR”… Neste último
caso, David Ogilvy iria vê-lo para discutir o assunto.
Depois da Guerra, David Ogilvy viveu numa comunidade Amish no Condado
de Lancaster, Pensilvânia,
trabalhando como fazendeiro. Em 1948, fundou em Nova Iorque a agência
de publicidade Ogilvy, Benson & Mather, com o suporte financeiro
da agência londrina Mather & Crowther. Trinta e três
anos depois, enviou o seguinte memo a um dos seus sócios:
“Alguma agência irá contratar este homem? Ele
tem 38 anos, está desempregado. Foi expulso do colégio.
Foi cozinheiro, vendedor, diplomata e fazendeiro. Não sabe
nada de marketing e nunca sequer escreveu um texto de publicidade.
Diz estar interessado em iniciar a carreira de publicitário
(aos 38 anos!) e está pronto para trabalhar por US$ 5.000
por ano. Duvido que alguma agência americana o contrate. Contudo,
uma agência de Londres acabou realmente por contratá-lo.
Três anos depois, tornou-se no mais famoso redator publicitário
do mundo e, neste momento, possui a 10ª maior agência
de publicidade a nível mundial. Moral da história:
algumas vezes, esta é a recompensa por uma agência
ser tão criativa e não ortodoxa ao contratar pessoas.
D.O.”
Em 1987, a Ogilvy foi comprada pelo grupo britânico WPP por
US$ 864 milhões. A aquisição tornou o WPP -
que já possuía a J.W. Thompson e outras empresas do
setor - a maior companhia de serviços de marketing e comunicação
do mundo. Martin Sorrell, executivo chefe do WPP, pediu a David
para assumir o posto de chairman da holding, cargo que ocupou durante
três anos.
David Ogilvy faleceu em David Ogilvy nasceu em 1911, começou
na publicidade em 1935 e faleceu em 21 de julho de 1999.
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