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Michael Porter é considerado atualmente o
mais importante guru da administração e maior autoridade
mundial em estratégia competitiva (em recente estudo mundial
realizado pela firma de consultoria Accenture, que gerou um ranking
internacional dos principais consultores e pensadores do management
mundial, Michael Porter foi classificado em primeiro lugar.) Porter
é professor da Escola de Negócios de Harvard, onde
lidera o programa para novos presidentes de empresas que tenham
um faturamento superior a US$ 1 bilhão e também o
Institute for Strategy and Competitiveness. É quase uma lenda
viva, seja no meio acadêmico, seja no meio empresarial.
Já escreveu dezoito livros, entre os quais
se destacam: Vantagem competitiva, Estratégia competitiva,
A vantagem competitiva das nações, Competição
e, mais recentemente, Repensando a Saúde: Estratégias
para Melhorar a Qualidade e Reduzir os Custos que está revolucionando
a gestão da saúde em todo o mundo, escreveu também
mais de 85 artigos que foram publicados nos principais jornais e
revistas de todo o mundo e recebeu três vezes o McKinsey Award
como o melhor artigo publicado na Harvard Business Review no ano.
Além disto, também presta serviços relevantes
na área de consultoria para o Monitor Group, empresa de consultoria
que ajudou a estabelecer, tendo prestado serviços para importantes
empresas norte-americanas e de outros países, como DuPont,
Navistar, Procter & Gamble, Royal Dutch Shell, Scotts Company
e a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company. Acima de tudo, Porter
é um professor, seja dando aulas ou palestras seja escrevendo
artigos relevantes. Não costuma se apresentar como um destes
gurus performistas, polêmicos ou superstar, como Tom Peters,
por exemplo.
Formou-se em Engenharia Mecânica pela Princeton
University e obteve o mestrado e o Ph.D. em Administração
pela Harvard University.
Do seu trabalho resultaram conceitos de estratégia
que marcaram a disciplina como a análise de indústrias
em torno de cinco forças competitivas; e as duas fontes genéricas
de vantagem competitiva: diferenciação e baixo custo.
No livro Vantagem Competitiva das Nações, Porter alargou
essa análise às nações lançando
um modelo para ajudar a compreender a posição comparativa
de uma nação na competição global. O
modelo pode também ser usado para regiões geográficas
principais (modelo do diamante). Esta pesquisa permitiu-lhe ser
consultor de diversos países entre os quais Portugal.
Porter sempre foi obcecado pelo tema competição.
Em seu livro Estratégia Competitiva (Competitive Strategy,
1980), ele analisou as bases da competição e definiu
as cinco forças competitivas, que são:
- Rivalidade entre os concorrentes;
- Poder de barganha dos clientes;
- Poder de barganha dos fornecedores;
- Ameaça de novos entrantes;
- Ameaça de produtos substitutos.
Segundo Porter, a meta final da estratégia
competitiva é lidar com, e em termos ideais, modificar estas
regras em favor da empresa. Em qualquer indústria, seja ela
doméstica ou internacional, produza um produto ou um serviço,
as regras da concorrência estão englobadas em cinco
forças competitivas: a entrada de novos concorrentes, a ameaça
de substitutos, o poder de negociação dos compradores,
o poder de negociação dos fornecedores e a rivalidade
entre os concorrentes existentes.
Para Porter, só é possível
criar uma Vantagem Competitiva, de modo a estabelecer e sustentar
um desempenho superior de três maneiras:
- produzindo um produto ou serviço mais barato,
- fazendo um produto diferenciado, melhor e diferente do que a competição
produz,
- dominando um nicho de mercado especifico.
Ele não acreditava que muitas organizações
pudessem fazer as três coisas ao mesmo tempo (nem mesmo duas)
em busca de uma vantagem competitiva. A estratégia a ser
escolhida por determinada empresas, iria depender do tipo de empresa,
que poderia ser:
- global,
- fragmentada,
- emergente,
- madura,
- declinio
Outro assunto muito abordado por Porter, foi o conceito
de cadeia de valor, segundo Porter “toda empresa é
uma reunião de atividades que são executadas para
projetar, produzir, comercializar, entregar e sustentar o produto.
Todas estas atividades podem ser representadas, fazendo -se uso
de uma cadeia de valores”. Sendo assim, toda cadeia de valor
possui no mínimo cinco atividades primárias:
- logística interna (tudo aquilo necessário
para produzir)
- produção ou provisão,
- logística externa e distribuição
- marketing
- pós-venda
Todas estas atividades são acompanhadas por
uma série de atividades secundárias (dentro da cadeia
de valor). Cada empresa tem em sua cadeia de valor, sua diferenciação
perante outras empresas,sendo a otimização desta cadeia
que fará com que a sua estratégia seja predominante
perante outras empresas.
Após trabalhar estes conceitos, Porter passou
da competição entre empresas para competição
entre as nações. Em seu livro, A Vantagem Competitiva
das Nações (The Competitive Advantage of Nations,
1990) ele examinou como alguns Estados eram saudáveis e outros
nem tanto. O elemento mais importante aqui é o que ele definiu
como Sistema Nacional de Valor, e com isto lançou outro grande
conceito - o modelo do diamante.
Segundo Porter, os componentes deste modelo são:
- rivalidade doméstica - quanto mais dura
melhor,
- recursos econômicos existentes,
- infra-estrutura, incluindo o nível de educação
dos cidadãos,
- o fenômeno cluster
Um cluster industrial é uma concentração
de empresas relacionadas entre si, numa zona geográfica relativamente
definida, que conformam um polo produtivo especializado com vantagens
competitivas. Um exemplo clássico de cluster é o Vale
do Silício, na Califórnia, onde coexistem milhares
de empresas de tecnologia. Estas regiões podem usar os benefícios
de economia de escala, atrair trabalhadores qualificados e aumentar
sua eficiência.
Acima apresento apenas um breve olhar sobre as principais
contribuições de Michael Porter para a administração.
De um modo geral, seus conceitos sobre estratégia já
estão enraizados em nosso vocabulário, mas nem sempre
sabemos quem foi o difusor destas idéias. Além disto,
como diz um professor meu, é muito importante ler direto
na fonte, ou seja, conhecer de fato a obra de Michael Porter. Apesar
de não ser uma leitura fácil a principio, com certeza
é fundamental para todos aqueles que desejam conhecer um
pouco mais sobre como de fato é possível criar uma
estratégia competitiva, amparado numa sólida vantagem
competitiva, baseada na diferenciação de seus produtos
ou serviços.
Fonte: Administradores.com.br
- autor: Prof. Andrei Lima
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