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Al Ries projetou-se em 1981 ao publicar Posicionamento:
a Batalha por Sua Mente. Não assinou sozinho o livro: seu
parceiro na empreitada foi Jack Trout, também consultor.
O livro virou uma espécie de bíblia dos
marqueteiros graças a conceitos inovadores que iluminaram
a trajetória das marcas até escalar e se fixar na
mente dos consumidores. Pode-se afirmar que foi a obra definitiva
de Ries. Os livros que se seguiram
praticamente reciclam os conceitos destilados em Posicionamento.
A supremacia da publicity (menções
espontâneas sobre marcas nos veículos, portanto com
valor de notícia) sobre a advertising (publicidade paga na
forma de anúncios e comerciais) apareceu em As 22 Consagradas
Leis de Marcas, lançado há cinco anos.
Para "As 22 consagradas leis do marketing", mais importante
do que diferenciar um produto de seu similar é descobrir
em que categoria ele pode ser o número um. Estabelecer a
liderança de um produto é fundamental em uma estratégia
bem-sucedida de marketing. Para isso, mais do que demonstrar que
o cliente tem ali o melhor produto entre todos os similares à
disposição no mercado, é necessário
estabelecer a primazia desse produto seja qual for o argumento.
Isso quer dizer que é mais importante ser o primeiro do que
ser o melhor.
Segundo Ries a questão não é convencer os clientes
potenciais de que temos o melhor produto ou serviço, mas
sim criar uma imagem de liderança para o que pretendemos
vender. A marca líder em qualquer categoria, diz o consultor,
é quase sempre a primeira na mente do cliente potencial.
Como exemplos, ele cita a Coca-Cola entre os refrigerantes, a Hertz
no caso de aluguéis de carros e a IBM no segmento de computadores.
A força da liderança surge também quando se
trata de grandes feitos. Charles Lindbergh ficou conhecido como
o primeiro homem a fazer um vôo solo atravessando o oceano
Atlântico, lembra
Ries. Mas quem foi o segundo personagem que teve igual ousadia?
A pergunta de Al Ries fica no ar. Pouca gente saberia responder
que foi Bert Hinkler, embora ele tenha tido uma performance melhor
que a de Lindbergh. Com esse exemplo, o consultor procura demonstrar
que a liderança tem mais importância que a qualidade
na memória das pessoas. A manutenção da liderança
de determinado produto, diz ele, ocorre porque o nome acaba tornando-se
genérico. A maioria das pessoas pede para tirar uma "xerox"
e não uma cópia. A lâmina de barbear virou "gilete"
há muito tempo.
O segredo do sucesso, portanto, é entrar na mente do cliente
potencial primeiro, receita Al Ries, mas, em
oposição a isso, a maioria das empresas desenvolve
estratégias de marketing voltadas para a construção
da
imagem do produto melhor. Com esse raciocínio, Al Ries é
categórico ao definir o benchmarking, uma das
práticas de gerenciamento mais badaladas nos últimos
tempos: não funciona, resume o consultor.
Através do benchmarking, a empresa busca melhorar seus produtos
e suas práticas administrativas, adotando atitudes bem-sucedidas
em outras empresas. A prática não trará os
resultados desejados, segundo Al Ries, porque as pessoas percebem
como superior o primeiro produto, "independentemente da realidade".
Assim, se o seu produto não é o primeiro no mercado,
é preciso descobrir (ou criar) alguma coisa que possa distingui-lo
como pioneiro.
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